Alimentos transgénicos

Os Alimentos transgénicos são alimentos não saudaveis

VEJA AQUI A LISTA DE ALIMENTOS TRANGÉNICOS GUIA DO CONSUMIDOR GREENPEACE

Alimentos transgénicos São alimentos geneticamente modificados que, além de ocasionarem problemas ao meio ambiente, ainda que não muito claramente definidos, podem também ter efeitos sobre a saúde humana, a biodiversidade e a agricultura; perante estes riscos é clara a necessidade de regulamentar o seu comércio e por isso houve discussões nos últimos cinco anos em diferentes países.

Lecitina de soja marca Prodinat

A engenharia genética supõe tomar genes de uma espécie e inseri-los noutra, com a intenção de transferir uma característica desejada ou caracter; hoje é possível modificar as plantas com genes procedentes de bactérias, vírus, insectos, animais e inclusivamente seres humanos. Sem dúvida que a compreensão actual da forma como são controlados os genes é muito limitada e qualquer alteração do ADN de um organismo pode ter efeitos inesperados e impossíveis de predizer ou de controlar. O doutor George Wald, professor emeritus em Biologia da Universidade de Harvard e primeiro Prémio Nobel em Medicina, disse: “Até agora, os organismos existentes evoluíram muito devagar, e as novas formas tiveram tempo suficiente para se estabelecerem. Hoje, proteínas inteiras passam da noite para o dia a associações totalmente novas, com consequências que ninguém pode predizer, seja para o organismo hóspede seja para os seus vizinhos. Tudo isto é demasiado importante e está-se a passar de modo demasiadamente rápido, e o problema central continua a não ser considerado. Provavelmente será o problema ético mais importante que a ciência enfrenta.A nossa moralidade até, agora foi prosseguir sem restrição alguma para aprender tudo o que podemos sobre a natuteza. Reestruturar a natvreza não fazia parte do assunto. Mas prosseguir nesta direcção não só é imprudente como perigoso. Os alimentos modificados geneticamente podem, por exemplo, conter novas moléculas inesperadas que poderiam ser tóxicas ou causar reacções alérgicas.”

Óleo alimentar marca Santa Filomena

Para os seus defensores, a biotecnologia é a chave do novo paradigma agrícola; eles prevêem culturas geneticamente desenhadas para tolerar a seca, a escassez de nutrientes ou solos salinos, permitindo que floresçam nalgumas das terras mais degradadas. Actualmente, são usados insecticidas transgénicos em milhões de hectares; as plantas foram providas com um gene do organismo do solo chamado Bacillus Thuringiensis BT, que produz uma substância mortal para certos insectos. Há evidência abundante, através da experiência de mais de 50 anos, de que todo o tipo de pragas, insectos, ervas daninhas, fungos, desenvolverão uma resistência a quase qualquer produto químico que os seres humanos empreguem contra eles.

Óleo de soja marca Olisoja

As culturas BT são um retrocesso até aos piores dias do emprego massivo de pesticidas sintéticos, quando se incitavam os agricultores a que espargissem os seus campos se bem que não fosse necessário.

Miguel A. Altieri, investigador da Universidade da Califórnia, disse: Um importante argumento proposto pelos
biotecnólogos é que as culturas transgénicas aumentarão significativamente o rendimento das culturas. Estas expectativas foram examinadas pelo Serviço de Investigação Económica (Economic Research Services, ERS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 1999, a partir de dados recolhidos em 1997 e I998 para 112 e 18 combinações região/cultura dos Estados Unidos; as culturas observadas foram milho BT e algodão, e milho, algodão e soja que toleravam herbicidas (HT) e sua contrapartida de culturas convencionais.

Óleo de soja marca Flor do Lar

Em 1997, os rendimentos não mostraram diferenças significativas entre as culturas com e sem engenharia genética, em sete das doze combinações cultura/regíão; quatro mostraram incrementos significativos no rendimento das plantas com engenharia, o algodão tolerante a herbicidas mostrou uma redução significativa
no rendimento, em 1998 os rendimentos não tiveram diferenças significativas.

” Mesmo quando a biotecnologia puder contribuir para incrementar a colheita de uma cultura, isso não significa que a pobreza diminuirá; muitos agricultores pobres nos países em desenvolvimento não têm acesso ao dinheiro, ao crédito, à assistência técnica ou ao mercado.” (Miguel A. Altieri.)

“Até agora a maioria das investigações da indústria da biotecnologia encaminhou-se para conseguir que as culturas sejam resistentes aos seus próprios herbicidas. Isso significa que uma parcela pode ser espargida com herbicidas e quase todas as plantas morrerão excepto a cultura resistente. Dos 39,9 milhões de hectares de culturas geneticamente modificadas a nível mundial em 1999, 71% eram resistentes aos herbicidas.” (C. James, Global Review of Commercialized Transgenic Crops, 1998, ISAAA, Briefs nº 8, lthaca, N.I., 1998.)

Óleo de soja marca Serrata - Estes são apenas alguns exemplos

“Dentro de cinco anos, e certamente dentro de dez, 90 a 95% dos alimentos vegetais nos Estados Unidos virão de técnicas de modificação genética.” (Val Giddings, vice-presidente de alimentos e agricultura da Organização da Indústria da Biotecnologia, citado por Splice, revista The Genetic Forum, vol. 4, 6 de Agosto de 1998.)

Todas as sementes transgénicas estão patenteadas; os agricultores sentem-se enganados ao comprovar que, além de serem caras, não são mais produtivas nem mais resistentes.
As multinacionais do mercado agroalimentar têm o controlo das sementes, terras e alimentos, três direitos legítimos e fundamentais dos povos, que lhes estão sendo arrebatados e com eles a soberania e a segurança alimentar.

Três cientistas da Universidade Estatal de Michigan escreveram no jornal Hortscience: Produzir-se-á uma transferência de genes de todas as culturas transgénicas, e a questão é; quais serão os seus efeitos quando isso ocorrer?
As consequências ambientais da libertação e colocação em circulação de organismos geneticamente modificados, como bactérias, animais, insectos e microrganismos, só agora se começou a estudar. Em 1977, o fracasso da cultura transgénica de algodão resistente a um herbicida afectou 12 000 hectares no Mississípi; alguns agricultores perderam entre 500 000 e um milhão de dólares.

Riscos a vários níveis

O cultivo e consumo de produtos transgénicos não só pode afectar a saúde humana como tem também implicações a nível ambiental, social, económico e ético.

Riscos Sanitários

Efeitos alergénicos. A introdução de genes estranhos pode provocar reacções desconhecidas no sistema imunitário.
Resistência a antibióticos. Os genes resistentes a antibióticos poderiam passar ao ADN bactérias patogénicas e levar a que muitos medicamentos de uso comum perdessem eficâcia. Introdução na cadeia alimentar da hormona de crescimento bovino obtida por manipulação genética; injectam-se as vacas para que dêem mais leite; o seu uso está proibido na União Europeia, mas existe um mercado negro.

Riscos para o meio ambiente

Contaminação genética. A transmissão de genes entre bactérias, plantas e animais pode aumentar as resistência de insectos daninhos a ervas daninhas, ao frio, à seca ou aos pesticidas.
Perda de biodiversidade. A biodiversidade foi tradicionalmente a base fundamental da segurança alimentar. Na Irlanda, no século XIX, a uniformidade genética na cultura da batata levou a que todas as batatas fossem afectadas por uma única doença; a mesma praga também afectou os Andes, mas aí os agricultores cultivavam 46 variedades de batata, e esta diversidade genética protegeu-os, já que a doença afectou poucas variedades. As batatas dos Andes reabasteceram quintas europeias.

Com o aumento da desflorestação, a contaminação e a destruição de habitats, calcula-se que todos os anos se extinguem pelo menos 30 000 espécies em todo o mundo. Segundo a FAO, perdemos 75% da diversidade genética da agricultura existente no início do século XX, como resultado de práticas agrícolas industriais. A agricultura transgénica contribuirá para incrementar a perda de biodiversidade, mediante a utllização de menos variedades agrícolas e de culturas resistentes a herbicidas, que se imporão a outras, que servem actualmente de alimento a insectos e pássaros.

Danos a espécies benfazejas. Alguns transgénicos, como o milho BT que incorpora uma toxina, afectam insectos úteis e a sua toxina acumula-se na terra.
– Mais insecticidas e berbicìdas. Algumas culturas transgénicas podem suportar um maior volume destas substâncias químicas, o que pode acarretar problemas de contaminação na cadeia alimentar.

Riscos socioeconómicos

Industrialização da agricuhura e monopólio. As culturas transgénicas em extensas monoculturas favorecem os grandes proprietários.
Patentes sobre a vida. As companhias biotecnológicas adquirem patentes das sementes transgénicas, que impedem que os camponeses as utilizem na sementeira seguinte.
Mais desequilíbrio Norte-Sul. Os transgénicos podem substituir outros produtos naturais de importação procedentes de países pobres do sul, desestabilizando ainda mais as suas economias e aumentando o seu endividamento.

No Briefing 10 de Corner House, o artigo A engenharia genética e a fome no mundo. Avareza ou necessidade?, informa: “Os agricultores índios cultivavam 50 000 variedades diferentes de arroz há dez anos; este número desceu para apenas 17 000 e hoje a maioria cultiva apenas uma dezena. Na Indonésia, extinguiram-se 1500 variedades locais nos últimos 15 anos.”

Miguel A. Altieri explica: ” Em 1999 produziu-se suficiente quantidade de grãos no mundo para alimentar uma população de oito mil milhões de pessoas (no planeta havia, em 2000, seis mil milhões). Sete de cada dez quilos de grãos usam-se para alimentar animais nos Estados Unidos. Países como o Brasil, Paraguai, Tailândia e Indonésia, dedicam milhares de hectares de terras agrícolas à produção de soja e mandioca para exportar para a Europa como alimento de gado.”

“Perante todos os problemas agronómicos de contaminação e de saúde que os actuais modelos de produção agrícola apresentam, a agricultura biológica, que não utiliza produtos artificiais, não explora a terra, cultiva-a, respeitando e melhorando as suas condições naturais, é a melhor opção; ALEM DE SIGNIFICAR MELHORIA NA SAÚDE DE PRODUTORES E CONSUMIDORES e de qualidade alimentar e não utilizar produtos tóxicos, a agricultura biológica é a base de recuperação de solos, água, flora e fauna.

Com mais de um milhão de hectares no mundo e 100 000 em Espanha, e centenas de praticantes, provou a sua viabilidade e produtividade em todo o tipo e dimensão de quintas e em quaisquer condições. Requerem-se novas formas de produzir alimentos; produção local de alimentos adaptada e integrada com as condições ecológicas, sociais e económicas; diversidade através de cultivos intercalados, rotação e preservação e cultivo da biodiversidade, perturbando a terra tão pouco quanto possível e reciclando os recursos.”
(Extracto do artigo intitulado “Dos pesticidas à manipulação genética”, escrito por Montse Arias na revista La Osa, Astúrias, Espanha.)

Por agora, nos Estados Unidos só têm de ter rótulo os alimentos transgénicos cujas propriedades nutritivas variem em relação aos convencionais, que contenham possíveis alergénios ou que apresentem problemas religiosos, por exemplo uma planta que contenha genes de porco.
A União Europeia assinou de forma unânime o Protocolo de Biossegurança um acordo internacional que permitirá impor restrições ao comércio de organismos transgénicos vivos, sementes incluídas, quando existam dúvidas sobre a sua segurança.

GREENPEACE
Em Espanha actualmente apoia-se o cultivo e comercialização de transgénicos, porque o governo deu um apoio cego às multinacionais, como empresas que promovem a riqueza, dito por Ricardo Aguilar, responsável pelas campanhas do Greenpeace.

A 29 de Janeiro de 2000, apesar da poderosa oposição dos países exportadores de transgénicos, como os Estados Unidos e o Canadá, 130 países assinaram o chamado Protocolo de Biossegurança, que lhes dá o direito, baseando-se na aplicação do princípio de precaução, de recusar as importações de transgénicos.
Na natureza a diversidade genética tem certos limites, uma rosa pode cruzar-se com um tipo diferente de rosa, mas uma rosa não poderá nunca cruzar-se com uma batata.

São sete os pontos cruciais que se discutem:

1. O primeiro, de precaução. Como no entanto se desconhecem os efeitos ambientais a médio e a longo prazo de libertar organismos transgénicos para o ambiente e a cadeia alimentar, os países consideram indispensável contar com instrumentos que lhes permitam tomar uma acção de precaução no sentido de reduzir ao mínimo uma ameaça de perda da biodiversidade ou da saúde humana.

2. Princípio do consentimento. É o direito que os países que vão importar alimentos transgénicos têm de examinar a priori as potenciais consequências e aprovar ou não a sua importação e estabelecer condições.

3. A cobertura ou âmbito no procedimento; os países importadores recusam a exclusão do protocolo que se vem propondo sobre biodiversidade dos organismos vivos modificados (transgénicos) e seus produtos derivados cujo uso seja para alimentação humana, animal e industrial, porque desta forma a única coisa que ficará livre do procedimento de controlo serão as sementes.

4. Indemnizaçao. É indispensável assegurar a indemnização e compensação por eventuais danos ao ambiente, à produção agrícola e à saúde humana.

5. Etiquetagem e separação. Advertir nas etiquetas que se trata de produtos transgénicos, permitindo a identificação e comprovação necessárias para tomar medidas adequadas para controlar os efeitos potenciais. Neste momento podemos estar a consumir alimentos transgénicos sem o sabermos.

6. Relação com outros convénios internacionais. Foi considerado por alguns países que o protocolo não deve estar subordinado a regulamentos comerciais, internacionais, mas os países podem aplicar as suas decisões sob considerações estritamente nacionais.

7. Países que fazem parte. Os Estados Unidos, o maior produtor e exportador de produtos transgénicos, não ratificou o convénio de biodiversidade, por isso não pode fazer parte do protocolo, circunstância que o torna muito vulnerável.

11. Outubro 2017 by admin
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